Dia: 19 de maio de 2012
Local: Juiz de Fora
Início: 16:00 horas | Término: 17:30 horas
Responsáveis: Augusto Schwartz e Filipe de Paula
Iniciamos a montagem do ambiente da oficina antes do horário informado no cabeçalho deste relatório. Para o início das atividades foi montado um cenário.
Iniciamos nosso trabalho saudando os participantes com apresentação individual onde cada um teve espaço de tempo e liberdade para falar sobre suas particularidades. Fui o primeiro a me apresentar e iniciei pelo meu nome seguido da instituição que trabalho e o que gosto de fazer, falei um pouco sobre o programa Telecentros .BR e solicitei que após a apresentação cada um pegasse uma ficha de papel que se encontrava em uma caixa grande.
No total haviam na caixa 15 fichas com a seguinte distribuição:
01 ficha com a palavra borboleta, 01 ficha com a palavra minhoca, 01 ficha com a palavra passarinho e 13 fichas com a palavra cavalo.
O objetivo era trabalhar conceitos de rede e interação em grupo, valorizar a importância das informações que passam pela rede e evidenciar o papel de cada um para transmissão desta informação.
Todos se apresentaram e retiraram uma ficha da caixa depois deixaram a ficha em outro recipiente. A palavra escrita na ficha era para ser mantida em segredo.
Iniciamos nosso trabalho com a distribuição das cadeiras em formato de “nave”.
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==EQUIPAMENTOS=E=OFICINEIROS=
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Onde “H” é a representação da cadeira.
Refletimos sobre a disposição das cadeiras e se esta posição contribui para a formação de uma rede, onde é necessário que os pontos de conectem com facilidade, e ainda que as conexões possam ser feitas e refeitas constantemente pela atividade.
Foi sugerido que fizéssemos um círculo:
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=====HH=====
===H====H===
=H========H=
=H========H=
=H========H=
==H======H==
===H====H===
=====HH=====
Onde “H” é a representação da cadeira.
Refletimos sobre a nova disposição e se já era o bastante e qual a importância do trabalho em círculos. Sugerimos que a “rede” fosse constituída naquele momento então seguramos as mãos uns dos outros. Porém foi provocado que aquela ainda não era exatamente a melhor representação de nossa rede onde alguns necessitavam estabelecer ligação com outros que estavam do outro lado do círculo.
Sugerimos a seguinte disposição:
Refletimos à respeito da nova disposição e como ela se tornou mais flexível e permitia a troca entre todos de forma mais natural.
Os nós da rede poderiam ser alterados à qualquer momento.
A rede se tornou flúida e adquiriu movimento.
Depois destas considerações desfazemos a rede e nos organizamos em círculo novamente onde mais uma vez voltamos a falar sobre redes, a importância delas em nossas vidas particulares e como nossa ótica não está recortada para sua visualização. Os condicionamentos diversos aos quais somos submetidos e fizemos um “juramento” para prestar mais atenção nestas redes, desenvolvê-las, estimulá-las.
Para a catarse nos organizamos em uma roda, apoiando uns nos ombros dos outros, o oficineiro disse para os participantes que deveriam se lembrar do nome no papel. Foi pronunciado o primeiro nome borboleta, o participante se apoiou nos ombros dos colegas de forma que não tocasse o chão com os pés, o segundo nome foi dito minhoca, o segundo também se posicionou, o terceiro nome foi pronunciado passarinho, a rede já começou a se desestabilizar quando foi pronunciado a palavra cavalo todos se sentaram, afinal não tinha onde se apoiar.
O desenvolvimento acontece com os integrantes que possuem os nomes: borboleta, minhoca e passarinho se apoiando nos demais e ao final todos caem evidenciando a importância da rede.
Para finalizar este momento nomeamos nossa rede: Plugados foi a sugestão de um dos participantes. Então fizemos como os nativos das florestas brasileiras, entrelaçamos nossos braços e dedos, nos aproximamos o máximo uns dos outros e começamos um giro bem suave, em compasso com o grito: pronunciamos PLUGADOS... PLUGADOS... PLUGADOS... Por fim batemos palmas descontraidamente e sorridentes assentamos em círculo para a atividade com os equipamentos eletrônicos.
Para iniciar o trabalho com os eletrônicos expomos as peças que compõem o computador em uma mesa e lá deixamos em funcionamento até este momento da oficina. Contestamos o que estava à ocorrer e pedimos que os participantes verificassem se o computador estava funcionando realmente.
Desligamos todas as peças e pedimos para cada participante escolher uma peça, monitor, teclado, etc..
Após a escolha conectamos uma a uma as peças pronunciando qualidades humanas e organizacionais que possuem nexo com as peças.
O teclado: é aquele que possui as palavras, que organiza as idéias.
O monitor: é aquele que possui uma visão empreendedora, que comunica à todos a situação.
O mouse: é aquele que sabe apontar as qualidades e selecionar ocasiões para potencializar o organismo.
A placa mãe: é aquele que faz a gestão das conexões e que sabe controlar o ritmo dos demais pontos, não deixa a rede sobrecarregar.
O drive de CDROM: é aquele que trás informações novas para agregar à rede, ele sabe que de tempos em tempos é preciso renovar.
A memória RAM: é aquele que recebe as diligências e as distribui de forma coerente, auxiliando a placa mãe, afinal todos nós precisamos de ajuda.
O HD: é aquele que guarda as coisas importantes que precisamos, ele administra as informações de forma a sempre deixá-las em locais seguros. Serve como um porto seguro, um ombro amigo.
À várias mãos o computador orgânico foi montado.
Toda rede necessita circulação de informações, de entradas e saídas. Para iniciar os processos de troca nesta rede o que é necessário? Neste momento a apreensão foi a primeira “coisa” à circular na rede, pois o que é necessário é ENERGIA!
Quando ligamos a fonte elétrica todos fitaram suas peças que começaram a funcionar. O medo do choque foi nosso principal companheiro, mesmo após muita insistência em negativa.
Neste momento já estavam mais articulados e envolvidos. Foi solicitado que abrissem o terminal para digitar alguns comandos:
cd /home/usuario/Download
mplayer -vo caca video.mp4
O vídeo aberto foi escolhido levando em consideração sua contemporaneidade e conhecimento por todos.
Os participantes exploraram outras funções e programas.
Finalizamos com uma reflexão sobre as redes particulares, a rede familiar que na maioria das vezes não possui fluxo de informações, não tem uma atividade que possa ser comparada com as redes que formamos ao longo de nossas vidas. Trabalhamos aqui então os conceitos de que para fazer bem o bem temos que estar bem também em nossa intimidade.
Que nós temos um imenso valor e que em nossas redes particulares há também os monitores, os mouses, etc.. Mas nem sempre trabalham da forma mais adequada. Por isso há a necessidade de reciclar, de agregar valor e de conferir nossas relações assim como os equipamentos de informática que trabalhamos.
Augusto Schwartz
Ong Moradia e Cidadania MG - 2012